Israel não é um país normal

Israel é um milagre!



Aproveitando o post da Sarah Tuttle-Singer no Times of  Israel, vou falar um pouco sobre a opinião dela:


"Vamos encarar os fatos: Israel não é um país normal.
É muito famoso que israelenses são "estressadinhos" no trânsito e cortam todos nas estradas seja do lado direito ou esquerdo... não exagerando, mas eles cortam filas em qualquer lugar também, seja nos correios, mesmo quando há senha, eles sempre tentam, e sempre sai um báfáfá... no supermercado, a velha tática de colocar o carrinho de compra na fila e sair pra fazer a compra... sempre deu e sempre dará uma discussão básica.


Continuando o post...

Nós cortamos a frente uns dos outros na estrada, mas ajudamos um estranho a colocar o carrinho do bebê no ônibus.
E furamos a fila no Aroma, mas pagamos seu café quando lhe faltam 5 shekels.
Esbravejamos com o nosso vizinho, porque seu cachorro fez xixi em nosso gramado, mas seremos os primeiros a trazer uma cesta de alimentos quando a mãe dele morrer
Sonegamos impostos mas doamos para a caridade.
Somos cínicos. Somos otimistas.
Deixamos lixo no parque mas plantamos árvores.
Traçamos os limites e os transgredimos.
Muitos de nós são idiotas. Muitos de nós são insolentes. Muitas vezes somos rudes mas alegramos você com nossas músicas, tambores e pandeiros, e damos as mãos a estranhos para dançar a Hora.
Todos nós já sofremos com a dor de perder alguém de forma violenta - um pai, um amor, um amigo, um vizinho, ou - Deus nos livre – um filho. Esta terra é tão pequena, tudo é tão perto, tão preocupante que, mesmo que não seja na nossa carne, nós sentimos a dor, e você pode vê-la em nossos olhos quando a emissora de notícias informa que "um ônibus explodiu em Talpiot”, “houve uma explosão num carro em Pisgat Ze'ev”, "houve um tiroteio em Tel Aviv", "uma jovem foi morta a facadas em seu quarto em Kiryat Arba."
É verdade, somos uma nação forte e resistente que não conhece um único dia de paz desde que foi criada. Vivemos em pânico, cheios de culpa, e o medo nos afeta e pode ser sentido nas nossas estradas, filas, casas e quando vamos votar.
Somos um povo em constante estresse pós-traumático, angustiado, irritado, preocupado e nervoso.
Mas, ainda assim, vamos para a balada à noite, nadamos na água morna do mar, discutimos com os nossos amigos nas esquinas movimentadas, bebemos uísque até o amanhecer, dançamos até sentirmos dor nos pés, paramos por um minuto e continuamos a dançar. Nós abraçamos a vida com intensidade e olhos abertos.
Vivemos em plenitude.
Nós não somos um país normal.
Às vezes sentimos dor mas conservamos nossa alegria. Cometemos erros, lutamos, e nos defendemos. E mantemos nosso movimento em espiral através da nossa história porque este é o lugar onde estamos destinados a estar, e nós somos um milagre."

0 comentários:

Bem vinda ao meu bloguinho! deixe seu recado e responderei o mais breve possível. Beijinhos! Vivi ;)